Vacina antirrábica: quando dar e quanto tempo protege

Equipe VetSaúde

Equipe VetSaúde

Atualizado em setembro de 2026

vacina-antirrabica-caes-gatos.jpg

A vacina antirrábica protege cães e gatos contra a raiva, uma doença viral grave que atinge o sistema nervoso e também pode ser transmitida para seres humanos.

No Brasil, a recomendação é vacinar cães e gatos saudáveis a partir dos 3 meses de idade e repetir a vacinação todos os anos. A imunização dos animais é uma das principais medidas para prevenir a circulação do vírus e proteger toda a família.

PublicidadePublicidade

Para que serve a vacina antirrábica?

A vacina antirrábica estimula o sistema imunológico do cachorro ou gato a produzir uma resposta de defesa contra o vírus da raiva.

A doença pode afetar diferentes mamíferos e é transmitida principalmente pelo contato com a saliva de um animal infectado. Isso pode acontecer por meio de:

  • Mordidas;
  • Arranhões contaminados com saliva;
  • Lambidas sobre feridas abertas;
  • Contato da saliva com os olhos, a boca ou outras mucosas.

Depois que os sintomas aparecem, a raiva é quase sempre fatal. Por esse motivo, a prevenção por meio da vacinação é fundamental.

Além de proteger o próprio animal, a vacinação de cães e gatos ajuda a diminuir o risco de transmissão da raiva para as pessoas.

Quando dar a vacina antirrábica?

A primeira dose da vacina antirrábica normalmente é administrada a partir dos 3 meses de idade, tanto nos cachorros quanto nos gatos.

No entanto, a idade exata pode variar de acordo com a vacina utilizada, as condições de saúde do animal e as orientações do médico-veterinário.

O esquema mais utilizado no Brasil é:

  • Primeira dose: a partir dos 3 meses de idade;
  • Reforço: uma vez por ano.

Cães e gatos adultos que nunca foram vacinados ou que não possuem um histórico de vacinação conhecido também devem ser avaliados por um veterinário para iniciar a imunização.

É importante lembrar que a vacina antirrábica protege especificamente contra a raiva. Outras doenças graves, como a cinomose e a parvovirose, são prevenidas por vacinas diferentes, que também devem fazer parte do protocolo indicado pelo veterinário.

Quando dar a vacina antirrábica em cachorro?

O cachorro pode receber a primeira dose da vacina contra a raiva a partir dos 3 meses de vida, desde que esteja saudável.

Depois da primeira aplicação, a orientação utilizada nas campanhas públicas brasileiras é repetir a vacinação anualmente.

Quando dar a vacina antirrábica em gato?

Os gatos também devem receber a primeira dose a partir dos 3 meses de idade e ser revacinados todos os anos.

Além da antirrábica, existem outras vacinas que podem fazer parte do protocolo felino, incluindo a vacina contra a FeLV, cuja indicação depende da idade e do risco de exposição do gato.

Mesmo os gatos que vivem somente dentro de casa devem ser vacinados. Eles podem fugir ou entrar em contato com morcegos que invadam casas, apartamentos, varandas ou outros ambientes fechados.

Segundo o Ministério da Saúde, o comportamento predatório dos gatos pode aumentar o risco de contato com morcegos e, consequentemente, com variantes silvestres do vírus da raiva.

Quanto tempo a vacina antirrábica demora para fazer efeito?

A vacina antirrábica não oferece proteção imediata após a aplicação.

De acordo com as orientações utilizadas nas campanhas públicas brasileiras, a imunidade é estabelecida aproximadamente 21 dias depois da vacinação. Durante esse período, o animal ainda deve ser mantido afastado de situações que ofereçam risco de exposição ao vírus.

Por isso, um cachorro ou gato recém-vacinado não deve ser considerado imediatamente protegido, especialmente após a primeira dose.

Quanto tempo a vacina antirrábica protege?

A vacina utilizada nas campanhas públicas de vacinação antirrábica no Brasil oferece proteção por aproximadamente 1 ano. Por esse motivo, cães e gatos devem receber um novo reforço anualmente.

Existem vacinas licenciadas em outros países com duração de imunidade de até 3 anos. No entanto, o intervalo entre as aplicações depende de fatores como:

  • Produto utilizado;
  • Informações presentes na bula;
  • Legislação da região;
  • Histórico de vacinação;
  • Condições de saúde do animal;
  • Avaliação do médico-veterinário.

Portanto, não se deve atrasar o reforço ou adotar um intervalo de 3 anos sem a orientação do veterinário. No Brasil, deve-se seguir a recomendação anual das autoridades sanitárias e do profissional responsável pelo animal.

A vacina antirrábica precisa ser dada todos os anos?

Sim. No Brasil, a orientação é que cães e gatos sejam vacinados anualmente contra a raiva, mesmo quando vivem dentro de casa ou têm pouco contato com outros animais.

O reforço anual ajuda a manter a proteção individual e também contribui para a redução da circulação do vírus entre os animais e as pessoas.

Para não perder a data, é importante guardar o comprovante de vacinação e anotar quando deverá ser feito o próximo reforço.

O que fazer se a vacina antirrábica estiver atrasada?

Se a vacina estiver atrasada, deve-se procurar uma clínica veterinária ou verificar o calendário de vacinação antirrábica oferecido pelo município.

O veterinário avaliará o histórico do animal e indicará como atualizar a vacinação. Não é recomendado esperar pela próxima campanha caso o cachorro ou gato já esteja com a dose vencida.

Se o animal teve contato com um morcego, foi mordido por outro animal ou passou por alguma situação de possível exposição à raiva, a avaliação deve ser feita imediatamente, mesmo que a vacina esteja atrasada há pouco tempo.

PublicidadePublicidade

O animal precisa estar saudável para tomar a vacina?

O ideal é que o cachorro ou gato esteja saudável no momento da vacinação.

Antes da aplicação, é importante avisar ao profissional se o animal apresentar:

  • Febre;
  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Falta de apetite;
  • Alterações de comportamento;
  • Doença em tratamento;
  • Recuperação recente de uma cirurgia;
  • Reação grave a uma dose anterior;
  • Uso de medicamentos;
  • Doenças que afetam o sistema imunológico.

Nessas situações, o veterinário deverá avaliar se a vacinação pode ser realizada naquele momento ou se precisa ser adiada.

Fêmeas gestantes ou amamentando também devem ser avaliadas individualmente pelo veterinário, considerando o produto utilizado, o período da gestação e o risco de exposição à raiva. Conheça também os principais cuidados durante a gravidez da cachorra.

A vacina antirrábica pode causar reações?

A maioria dos cães e gatos não apresenta problemas importantes depois da vacinação. Quando ocorrem, as reações normalmente são leves e temporárias.

As possíveis reações incluem:

  • Dor ou sensibilidade no local da aplicação;
  • Pequeno inchaço;
  • Sonolência;
  • Diminuição temporária do apetite;
  • Febre baixa;
  • Menor disposição para brincar.

Essas alterações costumam surgir nas primeiras horas após a aplicação. O animal deve ser observado e mantido em um ambiente tranquilo, com água e alimentação disponíveis.

Não se deve oferecer antialérgicos, analgésicos ou outros medicamentos sem orientação veterinária.

Quando uma reação à vacina é grave?

É recomendado procurar atendimento veterinário de urgência se, depois da vacinação, o cachorro ou gato apresentar:

  • Dificuldade para respirar;
  • Inchaço intenso no rosto, focinho ou pescoço;
  • Vômitos ou diarreia repetidos;
  • Salivação excessiva;
  • Fraqueza intensa ou desmaio;
  • Mucosas muito pálidas ou azuladas;
  • Tremores ou convulsões;
  • Alteração importante da coordenação;
  • Apatia intensa.

Reações graves são raras, mas precisam de atendimento imediato.

Nos gatos, qualquer nódulo no local da aplicação que continue crescendo, permaneça por mais de 3 meses ou tenha mais de 2 cm deve ser avaliado pelo veterinário.

Onde dar a vacina antirrábica?

A vacina pode ser encontrada em:

  • Clínicas e hospitais veterinários;
  • Centros de controle de zoonoses;
  • Postos municipais de vacinação;
  • Campanhas públicas de vacinação antirrábica.

As campanhas públicas normalmente oferecem a vacinação gratuitamente, mas o calendário e os pontos de atendimento variam conforme o município.

A aplicação deve ser feita por uma equipe capacitada, sob responsabilidade técnica de um médico-veterinário. A conservação inadequada da vacina pode comprometer sua eficácia, por isso não se deve comprar ou transportar o produto para aplicação por conta própria.

Ao levar o animal para vacinar:

  • Use guia e coleira nos cachorros;
  • Utilize focinheira caso exista risco de mordida;
  • Transporte os gatos em uma caixa segura e bem fechada;
  • Leve a carteira de vacinação, quando disponível;
  • Informe qualquer doença, tratamento ou reação anterior.

O que fazer se o pet tiver contato com um morcego?

Não se deve tocar no morcego, mesmo que esteja morto, caído no chão ou aparentemente debilitado.

Afaste pessoas e outros animais do local e entre em contato com o serviço de zoonoses do município para receber orientações sobre o recolhimento seguro.

O cachorro ou gato que teve contato com o morcego deve ser levado ao veterinário imediatamente. Essa recomendação também vale para animais com a vacinação em dia, pois a conduta dependerá do tipo de contato, do histórico vacinal e das normas sanitárias locais.

O que fazer após uma mordida ou arranhão?

Caso uma pessoa seja mordida ou arranhada por um cachorro, gato, morcego ou outro mamífero, deve:

  1. Lavar imediatamente o ferimento com bastante água e sabão;
  2. Procurar atendimento em uma unidade de saúde o mais rápido possível;
  3. Informar qual animal provocou o acidente;
  4. Não matar, abandonar ou fazer o animal desaparecer;
  5. Seguir as orientações do serviço de saúde e da vigilância de zoonoses.

Quando o acidente envolve um cão ou gato conhecido e o animal está disponível, as autoridades de saúde podem orientar sua observação por 10 dias.

A vacinação do animal não elimina a necessidade de a pessoa procurar atendimento. Somente um profissional de saúde pode avaliar se é necessário realizar a profilaxia contra a raiva.

Perguntas frequentes

Cachorro ou gato vacinado pode pegar raiva?

A vacina reduz consideravelmente o risco, mas nenhuma vacina garante proteção absoluta em todas as situações. Falhas podem estar relacionadas, por exemplo, ao atraso nos reforços, conservação inadequada do produto ou exposição ocorrida antes do desenvolvimento da imunidade.

Por isso, qualquer contato com morcegos ou animais suspeitos deve ser comunicado imediatamente ao veterinário e ao serviço de zoonoses.

Animal idoso pode tomar vacina antirrábica?

Sim. A idade avançada, isoladamente, não significa que o animal não possa ser vacinado. No entanto, cães e gatos idosos devem ser avaliados pelo veterinário, principalmente quando possuem doenças crônicas ou fazem uso contínuo de medicamentos.

A vacina de campanha é segura?

As vacinas distribuídas nas campanhas públicas precisam ser armazenadas, transportadas e aplicadas conforme normas sanitárias específicas.

Reações adversas podem ocorrer com qualquer vacina, mas o risco de manter o animal desprotegido contra uma doença fatal como a raiva é consideravelmente maior.

Pode dar banho depois da vacina?

Em geral, o animal pode beber água, alimentar-se e tomar banho normalmente depois da aplicação. Entretanto, é aconselhável evitar estresse e esforço físico intenso no dia da vacinação, especialmente se o pet apresentar dor ou indisposição.

PublicidadePublicidade

Quando procurar um veterinário?

O veterinário deve ser procurado quando:

  • A vacina estiver atrasada;
  • Não houver registro das doses anteriores;
  • O animal estiver doente no dia da vacinação;
  • Existir histórico de reação vacinal;
  • O cachorro ou gato tiver contato com morcegos ou animais silvestres;
  • O animal for mordido por outro mamífero;
  • Surgirem reações importantes depois da aplicação.

Manter a vacina antirrábica atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger cães, gatos, tutores e toda a comunidade contra a raiva.

Referências

PublicidadePublicidade

Conteúdos Populares