Cachorro espirrando muito: 8 causas e sinais de alerta

Equipe VetSaúde

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Atualizado em setembro de 2026

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Ver um cachorro espirrando de vez em quando costuma ser normal. O espirro é um reflexo de defesa que ajuda a expulsar partículas e secreções do nariz. Porém, quando os episódios se repetem, duram vários dias ou aparecem junto com outros sintomas, podem indicar desde uma irritação passageira até uma doença que precisa de tratamento.

A seguir, conheça oito possíveis causas para o cachorro espirrar muito, os sinais de alerta e o que fazer.

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É normal o cachorro espirrar?

Sim. Um espirro ocasional, especialmente depois de cheirar o chão, brincar na grama ou entrar em contato com poeira, geralmente não é motivo de preocupação. Alguns cães também espirram durante brincadeiras e momentos de excitação.

O que merece atenção é a frequência e a presença de outros sinais. Espirros fortes e repetidos, secreção nasal, sangue, tosse, falta de apetite ou dificuldade para respirar justificam uma avaliação veterinária.

8 causas para o cachorro espirrar muito

1. Poeira, fumaça e cheiros fortes

Poeira, fumaça de cigarro, perfumes, produtos de limpeza em spray, incensos e aerossóis podem irritar a mucosa do nariz. Nesses casos, o cachorro pode começar a espirrar logo após entrar em contato com o agente irritante e melhorar quando é levado para um ambiente ventilado.

Também vale observar se o problema começou depois de uma faxina, reforma, troca de produto de limpeza ou uso de aromatizador. Se os espirros não diminuírem após afastar o possível irritante, é importante investigar outras causas.

2. Alergias e inflamação nasal

Pólen, ácaros, mofo e outras partículas ambientais podem provocar inflamação das vias respiratórias em alguns cães. Além dos espirros, podem surgir secreção nasal transparente, olhos lacrimejantes, coceira ou vermelhidão na pele.

Entretanto, alergia não deve ser presumida apenas porque o cão está espirrando. Como diferentes doenças produzem sinais parecidos, o diagnóstico precisa ser feito pelo médico-veterinário.

3. Corpo estranho no nariz

Sementes, folhas, fragmentos de plantas, terra e pequenos objetos podem entrar na narina enquanto o cachorro fareja o ambiente. Nessa situação, os espirros costumam começar de repente, ser intensos e, muitas vezes, vir acompanhados de incômodo ou da tentativa de esfregar o focinho com as patas.

Se houver secreção em apenas uma narina, principalmente com sangue, a suspeita de corpo estranho aumenta. Não tente retirar o objeto em casa com pinças ou cotonetes, pois ele pode ser empurrado ainda mais para dentro ou causar ferimentos.

4. Infecções respiratórias

Vírus e bactérias envolvidos no complexo de doenças respiratórias infecciosas caninas podem causar espirros, tosse, secreção nasal ou ocular, febre, cansaço e redução do apetite. Segundo a American Veterinary Medical Association (AVMA), essas infecções podem se espalhar com facilidade entre cães. O risco é maior após contato com outros animais em creches, hotéis, parques, abrigos, exposições ou clínicas.

Enquanto aguarda orientação veterinária, evite o contato do animal com outros cães, pois algumas dessas infecções são contagiosas. Cães filhotes, idosos ou com doenças preexistentes podem apresentar quadros mais graves.

5. Infecção por fungos

A rinite fúngica, frequentemente associada a fungos do gênero Aspergillus, pode provocar espirros persistentes, dor no focinho e secreção nasal. A secreção pode aparecer em uma ou nas duas narinas e, em alguns casos, conter sangue.

Esse tipo de infecção não pode ser confirmado apenas pelos sintomas. O veterinário pode precisar de exames de imagem, avaliação da cavidade nasal e coleta de material para identificar a causa.

6. Ácaros nasais

O ácaro nasal canino, Pneumonyssoides caninum, vive nas passagens nasais e nos seios paranasais. De acordo com o Companion Animal Parasite Council, alguns cães não apresentam sinais, enquanto outros podem ter espirros comuns ou reversos, secreção nasal, coceira no rosto, movimentos frequentes de sacudir a cabeça e redução do olfato.

Como esses sinais também aparecem em outras doenças, somente a avaliação veterinária consegue orientar o diagnóstico e o tratamento corretos. Não use antiparasitários por conta própria.

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7. Problemas dentários

As raízes de alguns dentes superiores ficam muito próximas da cavidade nasal. Uma infecção dentária avançada pode afetar essa região ou formar uma comunicação anormal entre a boca e o nariz, chamada fístula oronasal.

Além dos espirros, o cachorro pode apresentar mau hálito, dificuldade para mastigar, dor, inchaço no rosto ou secreção em uma narina. O tratamento depende da causa e exige avaliação da boca e dos dentes pelo veterinário.

8. Pólipos ou tumores nasais

Massas dentro do nariz, como pólipos e tumores, podem obstruir a passagem do ar e causar espirros persistentes. Outros sinais possíveis incluem secreção inicialmente em uma narina, sangramento nasal, ruído ao respirar, redução do fluxo de ar e alteração no formato do focinho.

Tumores nasais são mais preocupantes em cães idosos, mas os sintomas não confirmam câncer. Apenas exames veterinários, que podem incluir tomografia, rinoscopia e biópsia, permitem identificar a alteração.

Espirro comum ou espirro reverso: qual é a diferença?

No espirro comum, o cão expulsa o ar rapidamente pelo nariz. No espirro reverso, ele puxa o ar para dentro de forma rápida e repetida, produzindo um som parecido com um ronco ou engasgo. O episódio costuma ser breve, mas pode assustar o tutor.

O espirro reverso pode ocorrer por irritação da região nasal e da garganta, mas também está associado a inflamações, corpos estranhos e ácaros nasais. Se os episódios forem frequentes, prolongados ou acompanhados de dificuldade respiratória, o cachorro deve ser examinado.

Quando o cachorro espirrando muito é preocupante?

Marque uma consulta veterinária se os espirros:

  • persistirem ou se tornarem cada vez mais frequentes;
  • forem muito intensos ou começarem subitamente;
  • vierem acompanhados de secreção nasal amarela, verde, espessa ou com mau cheiro;
  • ocorrerem junto com tosse, febre, apatia ou perda de apetite;
  • forem acompanhados de dor, inchaço no rosto ou tentativa constante de coçar o focinho;
  • ocorrerem com secreção em apenas uma narina;
  • estiverem associados a sangramento nasal, mesmo que pequeno ou intermitente.
  • Procure atendimento veterinário de urgência imediatamente se o cachorro tiver dificuldade para respirar, respirar com a boca aberta sem relação com calor ou exercício, apresentar gengivas azuladas ou muito pálidas, desmaiar, ficar extremamente fraco ou tiver sangramento nasal intenso.

    O que fazer quando o cachorro está espirrando muito?

    Até a consulta, algumas atitudes seguras podem ajudar o veterinário a entender o quadro:

    Não introduza cotonetes, pinças ou líquidos no nariz do animal. Também não ofereça antialérgicos, descongestionantes, antibióticos ou qualquer medicamento humano sem prescrição veterinária. Alguns produtos podem ser tóxicos para cães ou dificultar o diagnóstico.

    Como é feito o diagnóstico?

    A investigação começa pelo histórico e pelo exame físico, incluindo nariz, boca, dentes, olhos e respiração. Dependendo dos sinais, o veterinário pode solicitar exames de sangue, testes para agentes infecciosos, radiografias, tomografia, rinoscopia, cultura ou biópsia.

    O tratamento varia conforme a origem do problema. Por isso, usar um medicamento apenas para interromper os espirros, sem descobrir a causa, pode atrasar o cuidado adequado.

    Como tratar o cachorro que está espirrando muito?

    O tratamento é definido de acordo com a causa. Irritações ambientais podem melhorar depois que o agente irritante é afastado. Infecções, parasitas e problemas dentários precisam de tratamentos específicos, prescritos pelo médico-veterinário.

    Quando existe um corpo estranho, pode ser necessário retirá-lo com o animal sedado ou anestesiado. Já pólipos e tumores podem exigir exames complementares e tratamentos como cirurgia, radioterapia ou outras terapias, conforme o tipo e a extensão da alteração.

    Não existe um único remédio indicado para todos os casos de espirro. A automedicação pode causar intoxicação, mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico.

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    É possível prevenir os espirros frequentes?

    Nem todas as causas podem ser evitadas, mas alguns cuidados ajudam a reduzir riscos:

  • evite fumaça de cigarro, perfumes, aerossóis e produtos com cheiro forte perto do animal;
  • mantenha os ambientes limpos e ventilados, reduzindo o acúmulo de poeira e mofo;
  • observe o cachorro durante passeios em locais com sementes, folhas secas e vegetação alta;
  • cuide da higiene bucal e realize avaliações odontológicas periódicas;
  • faça consultas veterinárias preventivas, principalmente com cães idosos.
  • Observar os sinais e procurar o médico-veterinário no momento certo é a melhor forma de identificar a causa e proteger a saúde do animal.

    Referências

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